Hoje, 31 de outubro, é celebrado o Dia do Saci. A data foi criada em 2005 com o intuito de valorizar o folclore nacional por meio de suas lendas nacionais. Na obra de Monteiro Lobato o personagem surgiu em 1917.

 

Saci na obra de Lobato

Na literatura de Monteiro Lobato o Saci apareceu pela primeira vez em 1917, quando o escritor lançou no jornal O Estado de São Paulo um inquérito sobre o personagem. As respostas dos leitores, enviadas em forma de causos, contos e poemas, superaram as expectativas de Lobato e, em 1918, elas foram compiladas no livro “Um Inquérito do Saci”. A obra, que foi seu primeiro livro, tornou-se referência pela riqueza de informações sobre o personagem, que há um século simboliza a autonomia cultural brasileira.

“Nele encontramos sacis de todos os tipos: simpáticos ou agressivos; com uma perna direita, uma perna esquerda ou até mesmo as duas. Sacis com rabos, com chifres, cascos ou orelhas de morcego. Um documento que nos lembra que não existe um só tipo de saci, nem mesmo trezentos. Sacis são infinitos, há um para cada crença”, trecho retirado do site colecionador de Sacis

 

100 anos do Inquérito

Para celebrar os cem anos do Inquérito, o site Colecionador de Sacis recriou a experiência de Lobato para mostrar o personagem nas suas mais diversas formas. O resultado foi um uma revista digital de 83 páginas, que pode ser lida  gratuitamente clicando aqui.

“Nossa missão, nestes 100 anos de inquérito, é mostrar como o saci ainda vive no dia a dia do brasileiro, mas em novas formas. O saci que some com o dedal da costureira e trança a crina dos cavalos é o mesmo que dá nó no fone de ouvido que fica no bolso. O mesmo que faz cair o 4G do celular. O Saci não ficou na roça. Saltita entre nós. Saci não é discurso, é mito vivo”, conta o editorial da revista “Saci-Pererê – 100 anos no Inquérito”.

 

Na literatura infantil

O saci surge na obra infantil de Lobato no ano de 1921, no livro O Saci. Na história, Pedrinho, que “só pensava em sacis”, consegue capturar o duente com quem no meio da mata trava um diálogo filosófico sobre a vida.

“Não nego o mérito dos esforços dos homens. O que digo é que eles são seres atrasadíssimos –  tão atrasados que ainda precisam aprender por si mesmos. E nós somos seres aperfeiçoadíssimos porque já não precisamos aprender coisa nenhuma. Já nascemos sabidos. Que é que você preferia: ter nascido já com toda a ciência da vida lá dentro ou ter que ir aprendendo tudo com o maior esforço à custa de muitos erros?” diz o saci a Pedrinho no livro O Saci.

 

Onde vive?

O nascedouro do saci, denominado de sacizal, ficam em bambuzais.

“Um sacizinho fica (ali) durante quatro anos. A conta da nossa vida dentro dos gomos é de sete anos. Depois saímos para viver no mundo 77 anos justos. Alcançando esta idade, viramos cogumelos venenosos, ou orelhas-de-pau.”, trecho retirado do livro O Saci

 

O saci por ele mesmo

“Somos filhos das trevas, como os beija-flores, os sábias e as abelhas são filhos do sol”, trecho retirado do livro O Saci

 

Compartilhando Lobato       

O livro “O saci” é uma das obras de Monteiro Lobato entregue a alunos da escola Amador Beuno da Veiga que participaram do projeto de incentivo à leitura Compartilhando Lobato, realizado pela produtora cultural Almanaque Urupês, com apoio da Agência Artística, responsável pela administração da obra do escritor. Saiba mais aqui.

 

 ►Recomendamos: Quem quiser saber mais sobre o personagem recomendamos a leitura do livro “O Saci” de Monteiro Lobato. A obra é infantil , mas voltada a todas as idades. Tem linguagem acessível e leitura fluída. Vale à pena ler ou reler. Clique na imagem abaixo e veja o livro no site da Amazon:

Clique na imagem e veja o livro no site da Amazon

 
 

Curta o Almanaque Urupês no FacebookYoutubeInstagram Twitter para acompanhar o nosso trabalho.